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Diferença entre o NAT Gateway Zonal versus o NAT Gateway Regional

Neste artigo vou explicar para que serve um NAT Gateway, e a diferença entre um NAT Gateway Zonal com um NAT Gateway Regional.

Sumário

O que é um NAT Gateway na prática?

Um NAT Gateway é um serviço gerenciado de Network Address Translation que permite que instâncias em sub-redes privadas acessem a Internet ou outras redes, sem expor essas cargas de trabalho na rede pública.

Na prática, ele serve para:

  • Permitir que instâncias privadas façam download de pacotes, atualizações e acessem APIs externas.

  • Proteger essas instâncias privadas de acessos diretos vindos da Internet.

  • E centralizar o IP de saída, o que ajuda em regras de firewall com parceiros externos.

Quais são os dois tipos de conectividade disponíveis?

  • Public NAT Gateway: Este utiliza um IP elástico e envia o tráfego para a internet por meio do Internet Gateway.

  • Private NAT Gateway: Este faz a tradução para outras VPCs ou redes on-premises, sem expor o tráfego diretamente à internet.

Essa base continua a mesma. O que muda agora é o escopo de disponibilidade.

Como funciona o NAT Gateway Zonal?

O NAT Gateway Zonal é o modelo tradicional. Ele é criado em uma única zona de disponibilidade, dentro de uma sub-rede pública.

Para permitir com que a carga de trabalho, que está na sub-rede privada, consiga acessar à Internet, a arquitetura será assim:

NAT Gateway Zonal
  1. Você cria uma sub-rede pública por ZD.

  2. Em cada sub-rede pública, cria um NAT Gateway Zonal.

  3. Em cada sub-rede privada, define a rota 0.0.0.0/0 apontando para o NAT da mesma ZD.

  4. O Internet Gateway fica associado à VPC e é o destino padrão do NAT para tráfego de Internet.

Os Desafios de um NAT Gateway Regional

  • Mais componentes para gerenciar: Um NAT Gateway por zona de disponibilidade, mais sub-redes públicas e tabelas de rota por zona.

  • Maior risco de erro: Basta uma rota apontar para o NAT Gateway errado, para gerar tráfego cross AZ ou haver perda de conectividade.

  • Custo proporcional ao número de zonas: Você paga o valor por hora de cada NAT Gateway, mais o tráfego processado.

Como funciona o NAT Gateway Regional?

O NAT Gateway Regional funciona em escopo de região e VPC. Você cria um único recurso que se expande automaticamente pelas Zonas de Disponibilidade em que há cargas de trabalho, mantendo afinidade de zona para o tráfego.

Algumas vantagens que podemos mencionar são:

  • Você não precisa mais de sub-redes públicas para hospedar o NAT Gateway.

  • Você disponibilizará um NAT Gateway em modo Regional associado à VPC.

  • O serviço criará e gerenciará automaticamente a tabela de rota do NAT Gateway, com rota pré-configurada para o Internet Gateway.

  • As sub-redes privadas, em todas as ZDs, podem usar a mesma rota padrão apontando para o mesmo ID do NAT Gateway Regional.

NAT Gateway Regional

Benefícios NAT Gateway Regional

  • Configuração simplificada:

    • Um único ID de NAT para toda a VPC.

    • Mesma entrada de rota 0.0.0.0/0 para sub-redes privadas em todas as zonas.

  • Segurança reforçada:

    • Não precisa mais de sub-rede pública para o NAT Gateway.

    • Reduz o risco de alguém lançar acidentalmente cargas de trabalho sensíveis em sub-redes com rota direta para a internet.

  • Alta disponibilidade automática:

    • O NAT Gateway Regional acompanha o surgimento de interfaces de rede em novas ZDs.

    • Expande e contrai com a presença de cargas de trabalho em cada zona, mantendo afinidade de zona.

  • Limites maiores de IP e portas:

    • Até 32 endereços IP por ZD no NAT Gateway Regional, contra 8 no modo zonal.

    • Cada IP suporta cerca de 55.000 conexões simultâneas por destino.

Tabela comparativa: NAT Gateway Zonal versus NAT Gateway Regional

CaracteristicaNAT Gateway ZonalNAT Gateway Regional
EscopoUma única AZVPC inteira na região
Sub-rede públicaObrigatória por AZNão é necessária para o NAT
Alta disponibilidadeUm NAT por AZ com rotas separadasAutomática acompanhando as AZs com workloads
Tabelas de rotaGeralmente uma por AZMesma rota padrão para todas as sub-redes privadas
GerenciamentoMais complexo com vários objetosMais simples com único recurso
Limite de IPs por AZAté 8 IPsAté 32 IPs
Portas por IP55000 conexões por destino55000 por IP com escalonamento automático
Uso com Private NATSuportado no modelo zonalNão recomendado para conectividade privada
Risco de erro de rotaMais alto com múltiplas AZsMenor com rotas padronizadas

Quando usar o NAT Gateway Zonal e o NAT Gateway Regional?

A própria documentação da AWS recomenda usar NAT Gateway Regional na maior parte dos cenários, exceto quando há requisitos específicos de conectividade privada.

Quando faz sentido usar o NAT Gateway Zonal?

O NAT Gateway Zonal só é relevante quando você possui:

  • Arquiteturas muito reguladas em que você deseja controlar explicitamente cada ZD.

  • Topologias legadas em que a migração tem de ser feita aos poucos.

Quando o NAT Gateway Regional faz mais sentido?

Eu vejo o NAT Regional como a nova escolha padrão nas situações abaixo.

  • Cargas de trabalho distribuídas em múltiplas ZDs, com necessidade de saída para a internet.

  • Ambientes com equipes menores, que querem reduzir a complexidade de configuração na rede AWS.

  • Arquiteturas que buscam segurança mais rígida, evitando sub-redes públicas nas VPCs que hospedam dados sensíveis.

  • Cenários com alto volume de conexões de saída, se beneficiando do limite maior de IPs e da expansão automática.

Na prática, para ambientes novos, eu começaria assumindo NAT Gateway Regional como padrão e justificaria o uso do NAT Gateway Zonal apenas quando houver um requisito bem claro, como um ambiente legado.

O que pode aparecer no exame AWS sobre o NAT Gateway?

Mesmo antes do NAT Gateway Regional aparecer, o NAT Gateway Zonal já era assunto frequente nos exames de certificação AWS:

  • AWS Certified Cloud Practitioner (CLF-C02)

  • AWS Certified Solutions Architect Associate (SAA-C03)

Com a chegada do NAT Gateway Regional, eu espero ver questões sobre:

  • Comparação de arquitetura entre NAT Gateway Zonal e NAT Gateway Regional.

  • Cenários de sub-rede privada, onde a recomendação continua sendo o uso em modo zonal.

  • Perguntas sobre alta disponibilidade, segurança e custo, pedindo a alternativa que simplifica a arquitetura sem perder resiliência.

Conclusão

Depois de analisar os dois tipos de NAT Gateways disponíveis, a minha opinião é clara:

  • Para novas arquiteturas, o NAT Gateway Regional deve ser o seu novo padrão.

  • Para casos de sub-redes privadas em cenários muito específicos, como arquiteturas legadas, ainda faz sentido manter o NAT Gateway Zonal como opção recomendada.

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E para você, ainda faz sentido ter um NAT Gateway Zonal? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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