Entender como você é tarifado na AWS é um dos primeiros conceitos que você precisa aprender ao iniciar seus estudos sobre a nuvem pública.
De forma simples, na AWS você é tarifado em três pontos principais:
Computação
Armazenamento
Dados que saem da AWS para a internet
Neste artigo, eu vou explicar cada um desses pontos de forma simples, exatamente como costumo apresentar para alunos que estão começando a estudar AWS.
Sumário
Computação: Como a AWS cobra pelo uso de processamento?
A cobrança de computação na AWS normalmente acontece de duas formas:
Pelo tempo que um recurso fica em execução.
Pela quantidade de execuções realizadas.
E isso depende do serviço que você está utilizando.
Cobrança por tempo de execução
Vamos ao exemplo do serviço Amazon EC2.
O EC2 permite criar máquinas virtuais na nuvem. Nesse caso, a cobrança acontece principalmente pelo tempo em que a instância está em execução.
Por exemplo:
Instância ligada por 10 minutos.
Instância ligada por 1 hora.
Instância ligada por várias horas ou dias.
Quanto maior o tempo de execução, maior será o custo.
Isso é muito comum em:
ambientes de laboratório.
ambientes de desenvolvimento.
ambientes de teste.
Cobrança por número de execuções
Outro modelo muito comum aparece em serviços serverless, como o AWS Lambda.
Nesse serviço você executa funções sem precisar gerenciar servidores.
A cobrança acontece de duas formas:
Tempo de execução da função
Quantidade de execuções da função
Uma função Lambda pode executar por até 15 minutos. Cada execução gera uma cobrança baseada no tempo utilizado.
Além disso, quanto maior for a quantidade de execuções da função, maior será o custo total.
Armazenamento: Como funciona a cobrança por dados armazenados?
Nesse caso, a cobrança depende principalmente de dois fatores:
Quantidade de dados armazenados.
Classe de armazenamento escolhida.
De forma simples, podemos dividir os dados em duas categorias.
Entedendo de Dados quentes
Exemplos comuns:
Volumes Amazon EBS
Amazon S3 Standard
Esses dados precisam estar disponíveis rapidamente e são usados constantemente pelas aplicações.
Por esse motivo, normalmente possuem um custo maior por unidade de armazenamento.
Entendendo de Dados frios
Um exemplo muito conhecido é o Amazon S3 Glacier, utilizado principalmente para:
Backup de longo prazo.
Arquivamento de dados.
Retenção de logs.
Compliance.
Na AWS existe um princípio importante chamado economia de escala.
Isso significa que quanto maior o uso dos serviços, menor tende a ser o custo por unidade.
Além disso, dados acessados com menor frequência tendem a ter custo menor, especialmente quando são armazenados em classes de arquivamento.
Transferência de dados: Quando você paga pelo tráfego na AWS?
Para entender isso, primeiro precisamos lembrar como a infraestrutura da AWS é organizada.
A AWS possui:
Regiões.
Zonas de Disponibilidade.
Zonas Locais.
Zonas de Borda.
Cada região é formada por duas ou mais Zonas de Disponibilidade, que são conjuntos de data centers.
As Zonas Locais estão dentro de uma região para entregar baixa latência.
E as Zonas de Borda são uma estrutura de servidores que atuam como cache na entrega de conteúdo de rede (CDN).
Dados que saem para a Internet
Por exemplo:
Um usuário acessa um site hospedado na AWS
O servidor envia os dados da página para o navegador
Esses dados saem da infraestrutura AWS para a internet
Nesse caso existe cobrança de transferência de dados de saída.
Esse é um ponto muito importante no planejamento de arquiteturas que recebem grande volume de acessos.
Comunicação dentro da mesma região
Por exemplo:
Um Amazon EC2 acessa dados em um Amazon S3.
Ambos estão na mesma região.
Nesse cenário, não existe custo de transferência.
Essa é uma prática muito comum em arquiteturas bem planejadas.
Manter os serviços dentro da mesma região ajuda a reduzir custos e também melhora o desempenho das aplicações.
Transferência entre regiões
Agora existe um ponto importante.
Se os dados forem transferidos entre regiões diferentes, haverá cobrança.
Por exemplo:
Dados saindo da região São Paulo.
Dados enviados para a região Norte da Virgínia.
Nesse caso, ocorre cobrança de transferência entre regiões.
Esse tipo de arquitetura é usado principalmente para:
Recuperação de desastre.
Replicação global.
Aplicações distribuídas.
Entendendo de Dados de entrada
Outro detalhe importante é que dados de entrada normalmente não são tarifados.
Ou seja:
Dados enviados da internet para dentro da AWS.
Uploads de arquivos.
Requisições feitas por usuários.
Esses cenários normalmente não geram cobrança de transferência.
O custo acontece principalmente quando os dados saem da AWS.
Resumo rápido
Em uma tabela
Para facilitar o entendimento, podemos resumir o modelo de cobrança da AWS da seguinte forma:
| TIPO DE RECURSO | COMO A AWS FATURA |
|---|---|
| Computação | Tempo de execução e/ou número de execuções |
| Armazenamento | Quantidade de dados e classe de armazenamento |
| Transferência de dados | Dados que saem da AWS para internet ou para outras regiões |
Em um vídeo
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Erros comuns ao entender a cobrança da AWS
- Achar que tudo na AWS gera cobrança de transferência: Na realidade, transferência dentro da mesma região normalmente não gera custo. A cobrança acontece principalmente quando os dados saem da AWS para a internet ou entre regiões.
- Manter recursos ligados sem necessidade: Outro erro comum é deixar instâncias EC2 rodando sem uso. Como a cobrança é baseada no tempo de execução, isso pode gerar custos desnecessários. Por isso, é importante sempre:
- Desligar ambientes de laboratório.
- Automatizar desligamentos.
- Monitorar recursos ativos.
- Não escolher a classe correta de armazenamento: Muitos usuários armazenam dados arquivados em classes de armazenamento de acesso frequente. Isso gera custos maiores do que o necessário. Usar classes como S3 Glacier para dados arquivados pode reduzir bastante o custo.
Conclusão sobre como você é tarifado na AWS
De forma geral, você precisa lembrar de três pontos principais:
Computação.
Armazenamento.
Transferência de dados de saída.
Esses três elementos formam a base do modelo de cobrança da AWS.
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